Jorge Lancinha Astrologia Psicologica

19 Fevereiro 2012

 

 

A Poesia de Peixes

Ashes and Snow, Gregory Colbert

 

Por onde começar com Peixes? Que dizer do vasto oceano onde acaba de mergulhar o Sol na sua viagem celeste?

 

Mais do que uma dissertação erudita, ou um receituário prático, talvez se ajuste mais o devaneio poético… Ou uma carta de amor, especialmente se dirigida a uma sereia, fada ou outra encantadora figura do fantástico mundo da imaginação, a verdadeira realidade dos Peixes.

 

 

A água é o elemento de Peixes que, neste signo, se manifesta como um oceano de emoções. Mergulhados nesta vastidão de diluídas fronteiras, sem referências de escala ou posição, tudo se funde connosco.

 

A palavra de ordem é fluir, como um cardume que dança na corrente invisível, ligado pelo mesmo movimento, sem diferenciação e sem liderança, em total união.

 

Assim são os Peixes, símbolos da comunhão com o todo. Nadam na imensidão, muitas vezes sem conseguirem distinguir o seu Eu dos demais, a dor dos outros da sua.

 

A Compaixão e o Amor Incondicional são a sua razão e a missão que tomam para si.

 

Vítimas ou Salvadores, muitas vezes se deixam aprisionar pela dependência, quer emocional quer física. Com tendência para a penitência e o martírio, o Sacrifício purifica-os e ilumina-os, quando é consciente e alinhado com um propósito elevado (entenda-se: ao serviço da evolução colectiva).

 

Alheados da realidade exterior, por vezes passam acidentalmente por distantes e antipáticos a algumas mentes mais racionais, mas do coração são instrutores bem entendidos. Mais que ouvir os outros sentem-nos por dentro, dentro de si.

 

A sua imensa vulnerabilidade pode ser a sua maior força. Com ela também seduzem, tão subtilmente quanto perdidamente. E curam… fundo, a quem lhes abre o coração.

 

A Entrega não receiam, mas sim a separação. Esta é uma ferida que demoram longo tempo a processar. E fecundados pela dor, à luz dão pérolas.

 

Poetas, músicos, místicos, terapeutas... o amor e a criatividade em prol da Vida são a sua vocação. Guerreiros sim, mas ao serviço da Paz. Outrora cruzados, agora enfermeiros.

 

 

 

Em todos nós Peixes está presente, e neste momento, em que Neptuno acaba de ingressar neste signo, o colectivo da humanidade é desafiado a mergulhar neste oceano, nesta vastidão energética e a aprender a fluir na sua corrente: a juntar-se à poesia dançada dos Peixes.

 

 

 

Jorge Lancinha

 

 

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