Jorge Lancinha Astrologia Psicologica

1 Julho 2013

 

 

Relatório Astrológico - JULHO 2013

 

Começamos o mês de Julho mergulhados numa profunda emocionalidade que nos impele à transformação. Ultimamente temos assistido ao surgimento de grandes movimentos populares, impulsionados por sentimentos de solidariedade e união perante a injustiça e a desigualdade. A pressão que sobre nós se tem feito sentir, traz cada vez mais à superfície problemas e questões que temos evitado enfrentar, não só a nível colectivo, mas também pessoal.

Para identificarmos o verdadeiro foco dos problemas, que nesta altura se nos apresentam, deveremos ter a percepção de que as questões não devem ser projectadas em direcção a "eles": governos, corporações, instituições; ou do ângulo de quem cumpre papéis de poder e autoridade, "eles": população, manifestantes, activistas, rebeldes, reaccionários...;

Somos "nós" que temos de mudar! "Nós": instituições; e "nós": indivíduos.

Esta é a verdade que nunca é demais repetir, pois só desta perspectiva é possível realmente transformar e resolver.

Field, Antony Gormley

 

Estamos a despertar colectivamente para novos níveis de consciência. Os meios de comunicação, a que hoje temos acesso, permitiram uma extraordinária expansão das potencialidades únicas de cada individuo. Alcançámos, colectivamente, uma maior consciência acerca do que somos, como humanidade. E assim, da mesma forma que temos uma maior visão criativa de futuro, temos também maior noção das consequências destrutivas que advém do uso perverso do poder que alcançámos.

Cada vez mais é difícil fechar os olhos ao incomportável preço que determinados modos de estar acarretam. Seja o excessivo consumo de recursos naturais, que ameaça o equilíbrio ambiental, seja a exploração e privação a que se condenam alguns para benefício de outros. Estas não são questões que apenas competem a líderes e instituições nos quais delegamos a responsabilidade de resolver em nome do colectivo. Chegamos a um ponto em que os nossos líderes traem a confiança daqueles que representam e as instituições preocupam-se, acima de tudo, com a sua auto-preservação e, secundariamente, com o verdadeiro objectivo para que foram criadas. E é reacção imediata apontar o dedo e julgar que o mal está "ali", são "aqueles", ou os "outros". É fácil não ver o sentido mais profundo das circunstâncias que vivemos.

 

Assim como chega o momento no nosso crescimento em que precisamos deixar o estágio de criança e entrar na adolescência, fase em que gradualmente começamos a assumir responsabilidade pelas nossas escolhas, assim chega o momento em que colectivamente precisamos iniciar-nos na senda da maturidade humana.

Este é o processo que julgo estar a apresentar-se perante nós a uma escala planetária. E resolvi abordar esta questão no relatório deste mês pois é a altura de percebemos qual o caminho a seguir. No passado solstício de Inverno, o tão aguardado 21 de Dezembro de 2012, uma semente foi plantada. Agora, chegados ao solstício de Verão, ocorrido no dia 21 de Junho, alcançámos a fase culminante do ciclo, onde o que anteriormente era apenas uma semente agora se manifesta no fruto.

É portanto uma altura de grande importância, que de facto se tem traduzido em manifestações concretas de ruptura e transformação de padrões disfuncionais. Esses padrões obsoletos e distorcidos, caracterizados, entre outras coisas, pela concentração do poder em instâncias cada vez mais centralizadas e distantes, rumam a uma mecanização e estandardização colectiva, que é contrária ao desenvolvimento e crescimento da alma individual. Neste sentido o poder estruturador da sociedade tem que, progressivamente, aproximar-se do individuo, através das comunidades locais, diversificando, experimentando, criando modelos realmente sustentáveis e flexíveis, adequados às necessidades de cada realidade específica.

 

Para nos elevarmos à altura deste desafio, é necessário que aceitemos crescer individualmente para esta nova responsabilidade: a de pensar em comunidade, de encaixar as nossas necessidades nas necessidades dos que nos rodeiam, a partilhar, a ser solidário, a contribuir, a respeitar a diferença, a cultivar e proteger o potencial único de cada individuo.

 

Como nota final para este mês, será importante deixar de fazer “cavalo de batalha” das nossas opiniões e julgamentos, sentindo mais e argumentando menos. Saberemos o que é verdade e o que é correcto se nos permitirmos sentir para além de pensar.

 

 

 

Jorge Lancinha

 

 

[ Procurarei daqui para a frente reduzir ao mínimo as referências astrológicas nestes relatórios no sentido de os tornar acessíveis ao público em geral. Para os estudantes de astrologia e todos os interessados em explorar esta linguagem, deixarei no final uma lista dos eventos astrológicos mais importantes que serviram de base ao relatório. Assim poderão fazer corresponder os mesmos à interpretação acima. ]

 

 

DIA EVENTO
1 Sol em Caranguejo / Mercúrio em Caranguejo / Vénus em Leão / Marte em Gémeos / Júpiter em Caranguejo / Saturno em Escorpião / Úrano em Carneiro / Neptuno em Peixes / Plutão em Capricórnio
2 Sol em Caranguejo oposto a Plutão em Capricórnio
8 Lua Nova em Caranguejo
9 Saturno vira directo em Escorpião
14 Marte ingressa em Caranguejo
17 Grande trígono de Água entre Júpiter, Saturno e Neptuno
18 Úrano vira retrógrado em Carneiro
22 Sol ingressa em Leão / Lua Cheia em Aquário / Mercúrio vira directo em Caranguejo / Vénus ingressa em Virgem
26 Papagaio entre Vénus, Saturno Neptuno e Júpiter

 

 

 

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