1 Novembro 2013
Relatório Astrológico - NOVEMBRO 2013

Começamos Novembro mergulhados no elemento água, com grande ênfase em Escorpião, um signo de grande intensidade e profundidade emocional que irá dominar o cenário deste mês. É em Escorpião que se dará o eclipse solar de dia 3, visível em Portugal entre o meio-dia e a uma da tarde, com o Sol no seu ponto mais elevado. Este eclipse é híbrido (misto entre parcial e anular), um fenómeno relativamente raro e que acontece na altura de mais uma quadratura de Úrano a Plutão (exacta no dia 1).
Temos assim pela frente um mês bastante intenso!
Escorpião é um signo de água, a sua esfera é a das emoções e ligações afectivas. E é de modo fixo, ou seja, actua no sentido da preservação e manutenção das condições propícias à sua manifestação. Águas fixas, ou águas paradas: o magnifico espelho de água de um lago que reflete o céu, ou um obscuro e fétido pântano. Em qualquer dos casos é abaixo da superfície, na profundidade, que se oculta a sua essência: terríveis perigos e/ou valiosas riquezas.

Mergulhar nas águas do inconsciente é a proposta deste mês. Com que objectivo? O de descobrir, iluminar e compreender partes de nós que apesar de influenciarem os nossos comportamentos e atitudes, a nossa maneira de pensar e sentir, permanecem ocultos na sombra. Seja uma dor do passado, uma rejeição, um abandono, um desejo reprimido, tendencialmente se vão acumulando situações difíceis que preferimos esquecer, fragilidades que evitamos confrontar e prisões das quais que não ousamos sair. E assim criam-se divisões e conflitos dentro de nós. É pois necessário proceder periodicamente a uma higiene e manutenção psíquicas que ilumine estes locais recônditos da nossa psique e restaure a inteireza do nosso ser. Isto pode ser feito através da auto-reflexão ou recorrendo a um terapeuta que nos possa guiar nessa viagem.
Os momentos mais intensos relativamente a estas questões serão os dias em torno do eclipse (dia 3) e da lua cheia (dia 17). É de referir que dia 10 Mercúrio vira directo, o que indica que a partir daí os bloqueios e contratempos que temos vindo a sentir se dissiparão e as coisas começarão a fluir de forma mais previsível e consistente. E se começamos o mês num clima extremamente emocional e passional, a tendência será para um crescente reforço do lado pratico e estrutural, especialmente ao nível das relações. O que definitivamente não podemos esperar de Novembro é leveza e arejamento de ideias.
Numa perspectiva mais ampla e colectiva este mês é também muito importante. Logo no dia 1, Úrano e Plutão confrontam-se pela quarta vez desde Junho de 2012. Este trânsito de longa duração (ainda teremos mais três aplicações até Março de 2015) é sem dúvida o evento astrológico mais marcante da atual geração. O ciclo de interação entre estes dois planetas corresponde sincronicamente a grandes impulsos de transformação social, cultural, económica e politica.

Se dividirmos este ciclo em quatro momentos, e fizermos um paralelo simbólico com as estações do ano, temos um modelo simples mas eficaz para compreendermos o seu significado.
Para compreendermos a progressão, vamos olhar um pouco para trás, até 1901, altura em que Úrano e Plutão estavam opostos, o que corresponde ao fim do verão do ciclo e entrada no outono: nesta altura assistimos ao final da “Belle Époque”, uma época de grande optimismo e prosperidade e que marca o auge da cultura Europeia.
Depois chegamos à fase da transição para o inverno, um momento difícil de desapego em que é necessário lançar sementes e aceitar o fim das velhas formas: este momento deu-se em 1933, logo após a “Grande Depressão”, altura em que os regimes totalitários se afirmam com toda a pujança na Europa e Hitler sobe ao poder.
Um novo ciclo inicia-se quando em 1966 estes dois planetas se juntaram, começando aí a transição para a primavera: nessa altura dá-se uma revolução cultural e social em busca de maior liberdade individual, com a luta pela paz e pela igualdade de direitos; um novo impulso nasce.
Agora, entre 2012 e 2015, sendo o dia 1 de Novembro o ponto central deste trânsito, temos a passagem para a fase do verão do ciclo de Úrano/Plutão, e aqui o desafio é a consolidação e o crescimento. Em primeiro lugar é fundamental reavaliar o caminho que temos seguido e perceber o que queremos construir daqui para a frente. É o momento de recuperar a essência dos valores que despontaram nos anos 60 e desenvolver uma abordagem sustentada e madura que possa ser a base de uma sociedade pacífica, mas não apática, de uma humanidade com igualdade de direitos numa escala verdadeiramente global e de uma consciência ecológica central que reconheça o Homem, não como um ser dissociado e parasitário do seu meio ambiente, mas como parte integrante da Natureza.
Um excelente Novembro!
Jorge Lancinha
| DIA | EVENTO |
| 1 | Sol em Escorpião/ Mercúrio em Escorpião / Vénus em Sagitário / Marte em Virgem / Júpiter em Caranguejo / Saturno em Escorpião / Úrano em Carneiro / Neptuno em Peixes / Plutão em Capricórnio / Úrano quadratura Plutão |
| 3 | Lua Nova (eclipse) 11º Escorpião / Mercúrio conjunção Nodo Norte |
| 5 | Vénus ingressa em Capricórnio |
| 6 | Sol conjunção Saturno |
| 7 | Júpiter vira retrógrado a 20º Caranguejo |
| 10 | Mercúrio vira directo a 2º Escorpião |
| 13 | Neptuno vira retrógrado a 2º Peixes |
| 15 | Vénus quadratura Úrano e conjunção Plutão |
| 17 | Lua Cheia a 25º Touro |
| 19 | Mercúrio conjunção Nodo Norte |
| 22 | Sol ingressa em Sagitário |
| 24 | Sol quadratura Neptuno |
| 26 | Mercúrio conjunção Saturno |
| 30 | Sol trígono Úrano |
